Queres mesmo?


Queres-me para ti? Subverte-me ao frescor dos novos mundos, dos vales coloridos inexplorados, dos corpos em evolução, da fumaça vil, das frutas recém-colhidas. Tira-me do meu mundo, permite que eu viva o personagem que quiser inventar para ti, e não me julgues por minha leviandade. Mostra-me outras trilhas, novas vistas, e diferentes escolhas. Ilude-me sobre as coisas vãs, sobre o que parece pouco, sobre o que passa despercebido. Traz para mim a grandeza do teu olhar, a suavidade do teu toque, e os sorrisos mais doces. Alimenta-me com o que tens de melhor, dá-me abrigo para o frio, abana-me aos 40 graus. Ou faz o contrário, joga-me ao lago congelado no inverno, leva-me à praia ao verão. Prepara um filme para distrair-me quando estiver chovendo as tristezas infundadas, loucas e desconjuntadas, e abraça-me quando em silêncio eu gritar. Queres-me para ti? Vive a vida dos revolucionários, vive de amor. Faz-me seu amor. 


(Deyvid Peres) 



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